Depender apenas de plataformas de terceiros é um risco para as vendas online.

No dia 4 de outubro último, uma pane mundial tirou do ar, por várias horas, as plataformas de redes sociais pertencentes ao grupo empresarial de Mark Zuckerberg. Em matéria da ASN (Agência Sebrae de Notícias)¹ estima-se que “o bug das redes sociais atingiu cerca de 70% dos pequenos negócios brasileiros” e que o apagão “prejudicou também as vendas dos pequenos negócios, que usam essas mídias como ferramenta de divulgação e vendas. De acordo com pesquisa feita pelo Sebrae, sete em cada dez empreendedores brasileiros já trabalham com vendas online. Desses 84% via WhatsApp, 54% via Instagram e 51% pelo Facebook.

Ainda não se sabe bem ao certo quais foram as causas do problema e, em se tratando de uma corporação desse porte, a tendência é de que informações reais, sobre fragilidades ou insegurança das plataformas, não cheguem ao público. De qualquer modo, essa ocorrência inspira um questionamento importante aos pequenos empreendedores:

Como evitar que as panes nessas redes sociais impactem demais nos negócios?

A primeira é que você tenha seu próprio site. Segundo Jon Reed, em seu livro Marketing Online², “um site é a ferramenta de marketing mais importante para a empresa. A presença online será requisito mínimo, se você quiser expor uma imagem profissional, alcançar novos clientes e elevar os lucros“. O autor ainda esclarece que “não é mais necessário investir uma pequena fortuna para criar um site de comércio eletrônico customizado, com uma função própria de cestas de compras codificada a partir do zero”. Plataformas abertas de desenvolvimento, como o Woo Commerce, favorecem a criação de lojas virtuais, em curto prazo e com investimentos bem modestos. Além disso, bons sistemas ERP, oferecem integração com essas plataformas abertas, o que facilita as operações no dia a dia.

Outro caminho, mas que não exclui a quase obrigatoriedade de um site próprio com loja virtual, é conectar-se aos conhecidos marketplaces. Destes, o mais antigo no Brasil consta que seja o Mercado Livre. Posteriormente, grandes cadeias de lojas abriram seus próprios marketplaces, possibilitando que outras empresas se conectem a elas e vendam seus produtos, como se fossem lojas individuais em um grande shopping center virtual. Assim, hoje é possível a empreendedores de micro, pequeno ou médio porte colocar seus produtos à venda sob bandeiras de grandes empresas, como Magazine Luiza, Americanas e Amazon, entre outros. Insistimos que depender de um único canal e somente de terceiros não é algo recomendável.

Como diz um ditado popular: “não se deve colocar todos os ovos numa cesta só“. Voltando às orientações do Sebrae, recomenda-se que “o empreendedor não fique refém de apenas um canal de comunicação e, neste caso, até de um único grupo empresarial“. Daí a importância dos recursos próprios e da sua própria loja virtual, hospedada em um bom prestador de serviços. Essa é também a nossa recomendação.

Leia também: Lojas físicas e vendas por telefone já não são mais suficientes para manter os negócios.


REFERÊNCIAS:

¹  SEBRAE / ASN: https://www.agenciasebrae.com.br/sites/asn/uf/NA/bug-das-redes-sociais-atingiu-cerca-de-70-dos-pequenos-negocios-brasileiros,fe317d1eb4b5c710VgnVCM100000d701210aRCRD

² REED, J. Marketing online : como usar sites, blogs, redes sociais e muito mais [Trad. Carlos Slak] – São Paulo : Lafonte, 2012.

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